Proposta promete resolver a crise do lixo em Caxias trazendo tudo para Belford Roxo
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012Faltando alguns dias para o fim do seu governo, o prefeito José Camilo Zito dos Santos (PP) demonstrou, mais uma vez que corria o risco de terminar seu mandato sem garantir a limpeza de Duque de Caxias. Apesar das promessas de regularizar a coleta de lixo, que não foram cumpridas mesmo com determinação da Justiça, o prefeito foi a público pedir ajuda. E o auxílio pode vir de Belford Roxo, que passaria a receber o lixo da cidade vizinha, que não o enviaria mais a Seropédica — numa operação que, segundo a prefeitura, estaria prejudicando Caxias.
No último dia 16, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse que poderá ser dada autorização emergencial à Prefeitura de Caxias para o transporte do lixo para o aterro sanitário de Belford Roxo. Uma vistoria será feita hoje para avaliar se o trajeto proposto para a passagem dos caminhões não causará impactos à população.
Segundo Minc, a Prefeitura de Caxias foi avisada, em setembro do ano passado, sobre o fechamento, em abril deste ano, do Aterro de Gramacho — só aconteceu em junho. Mesmo assim, afirmou Minc, a Prefeitura do Rio pagou por cinco meses o transbordo do lixo de Caxias para Seropédica — distante 66 quilômetros. E Zito terá ainda mais 30 dias para regularizar a estação de Figueira, usada como transbordo.
— Repudiamos essa vitimização do prefeito de Caxias, que não fez o seu dever de casa. Mesmo assim, não podemos penalizar a população, que está convivendo com uma crise sanitária por culpa do prefeito — disse Minc.
Zito fez um apelo às autoridades e anunciou a possibilidade de a cidade entrar em estado de calamidade sanitária, caso a autorização para usar o transbordo em Figueira não fosse prorrogada:
— Não há problemas com a coleta. Nosso problema é o transbordo. Gastamos R$ 3 milhões a mais por mês do que gastávamos antes do fechamento de Gramacho.
Uma das sugestões do prefeito Zito seria que parte do lixo da cidade de Duque de Caxias fosse levado para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Bongaba, em Magé.
— Se conseguíssemos autorização, poderíamos jogar algumas toneladas de lixo em Magé, porque fica mais perto dos nossos distritos — disse Zito, durante a entrevista em que anunciou a possibilidade de decretar estado de calamidade sanitária, caso a autorização para transbordo do lixo em Figueira não fosse dada pela Secretaria do Ambiente, que busca uma solução em Belford Roxo.
Em nota, a assessoria de imprensa de Magé informou que o CTR, administrado por uma empresa privada, não teria condições de comportar o lixo de Caxias, pois já teria alcançado seu limite mensal, segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Zito também pediu ajuda a autoridades municipais e estaduais para solucionar a questão do lixo em Caxias. Por mês, a empresa Locanty recebe, segundo Zito, R$ 6 milhões da prefeitura:
— Não há problemas com a coleta. Pagamos a Locanty em dia. Nosso problema é o transbordo. Gastamos R$ 3 milhões a mais por mês do que gastávamos antes do fechamento de Gramacho.
Fonte: Jornal Extra
Mais notícias sobre Belford Roxo:
- Falsa dentista é presa em Belford Roxo
- Belford Roxo abre nova temporada do Caminhão da Ciência da Fiocruz
- Tiroteio entre PMs e traficantes para circulação de trens no ramal Belford Roxo
- Belford Roxo: Programa Sem Miséria tira 1,5 milhão de pessoas da miséria no Rio
- Belford Roxo tem vagas abertas para Jogos Estudantis


